Associação entre Sarcopenia, Consumo Proteico e Atividade Física em Idosas de Grupos de Convivência na Serra Gaúcha.
DOI:
https://doi.org/10.53817/1983-6929.2025.34Palavras-chave:
Envelhecimento, Estado Nutricional, ProteínaResumo
O envelhecimento afeta todos os indivíduos, resultando em mudanças na composição corporal, incluindo a sarcopenia, uma desordem muscular esquelética que causa perda progressiva de massa muscular, diminuição da força, e declínio da função física. O estado nutricional, a ingestão de proteínas e a atividade física desempenham papéis cruciais na preservação da massa muscular e na manutenção da função física. O presente artigo teve como objetivo avaliar a relação da sarcopenia com o consumo proteico e nível de atividade física de idosas participantes de grupos de convivência em um município da Serra Gaúcha. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo. A amostra foi por conveniência e composta por 162 idosas a partir de 60 anos, pertencentes a um grupo de convivência, de um município da Serra Gaúcha. O projeto foi aprovado pelo Comitê de ética em pesquisa da Faculdade Fátima Educação, sob parecer número 6.241.582.
Para coleta de dados foi utilizado um questionário referente ao consumo de proteína, atividade física, uso de prótese dentária, mastigação e quedas. Foram aferidos peso, estatura. Para o diagnóstico de sarcopenia se utilizou o perímetro da panturrilha direita com a perna flexionada a 90 graus, utilizando o ponto de corte < 31 cm como indicativo de sarcopenia (Cruz-Jentoft et al. 2019; Barbosa-Silav, 2016). Os principais achados indicam uma associação entre baixo peso e sarcopenia (p<0,001). As idosas apresentaram um consumo adequado de proteínas (média de 1,2 ± 4g/kg de peso), 58% se envolviam em atividades físicas pelo menos três vezes por semana e 97,5% não tinham sarcopenia. Constatou-se que a maioria das idosas possuíam consumo proteico adequado, um nível de atividade física de 3 vezes por semana ou mais e não possuíam sarcopenia. A sarcopenia não apresentou associação com IMC, eventos de quedas e fraturas, existência de prótese dentária e dificuldade na mastigação, somente com o baixo peso das idosas.
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